A vida como ela é (ou deveria ser)!
23 jul

Ontem comecei a jogar a jogar o Flashback no meu Mega Drive. Tinha para mim que se tratava de um jogo impecável e preciso admitir que estava com um pouco de medo de me decepcionar, de achar o game datado e estragar uma lembrança tão bacana.
Após passar as duas primeiras fases, posso dizer com certeza absoluta que se trata de uma obra praticamente perfeita. A criação do francês Paul Cuisset é um dos momentos mais bonitos da história dos jogos eletrônicos e agora tenho certeza que se eu só voltar a ver jogar esta pérola daqui há 30 anos, voltarei a me encantar com sua beleza.
Logo no início, quando assumimos o controle do agente Conrad B. Hart, Flashback se mostra um título sublime. Desde a movimentação assustadoramente real do protagonista até a trilha sonora minimalista, o jogo está repleto de momentos geniais, como a hora em que recuperamos o holocubo, mais tarde quando encontramos Ian, amigo de Conrad e que o ajuda a recuperar a memória, ou ainda a parte em que enfrentamos a burocracia para tirar uma carteira de trabalho que será usada conseguirmos emprego e assim pagar uma sujeito que faz documentos falsos.
Não escondo de ninguém que sou uma pessoa extremamente nostálgica, mas aqui posso garantir que não se trata de saudosismo. Flashback é arte em estado bruto, um jogo que pude comprovar ter rompido as barreiras do tempo e se mantendo bom, bom não, ótimo. Na minha opinião, uma mostra de que os videogames não precisam de gráficos em alta definição ou efeitos sonoros de última geração, apenas a boa criatividade, um trabalho bem feito e que seja capaz de proporcionar muita diversão.
O que me deixa ainda mais feliz é saber que consegui o cartucho original, completo e que espero, nunca precise me desfazer dele. Posso dizer que este jogo faz parte da minha história com o gamer e definitivamente, é difícil esconder a alegria por tê-lo em minha pequena coleção.
A pedidos, aí vai um trechinho do jogo:
18 Responses for "A busca pela identidade"
Caramba, Sr. Prata!!! Fiquei emocionado, juro! (desculpa, mas sou fã incondicional do jogo! He he he). Mas chamar o Conrad de agente não me parece muito certo. Tá certo que a capa da caixa e até a "Title Screen" do jogo tem um quê de 007 futurista, mas lembra que o Conrad era apenas um universitário? Aqueles óculos com os quais ele "por acaso" descobre os aliens misturados à população eram fruto de sua tese de fim de ano. Num "acaso" forçado, pois o tópico que falava de densidade molecular (e que deu origem à sua tese) foi posto no banco de dados da universidade terrestre (de propósito a fim de chamar a atenção) pelo mesmo cientista sequestrado pelos aliens e que que Conrad encontra quase no fim do jogo, moribundo. Mais um dos momentos geniais do jogo! Derradeiro e emocionante.
Grande jogo mesmo. Pena q eu só alugava e nunca tive paciencia de ir mto alem. Mas realmente muito bonito, boa historia e bem feito. Ainda bem que temos youtube pra dar uma conferida. Podia filtrar uns videos e editar o post depois né?
Abraços.
Nooossa… E eu nunca tinha visto o manual nem tido a curiosidade de procurá-lo na Wiki!!!
Olá Joyslan, mas você está equivocado. O manual do jogo e a história em quadrinhos que vem junto falam que Conrad era sim um agente, mais precisamente do Galaxia Bureau of Investigation.
Você também pode confirmar isso na página do jogo na Wikipedia.
Parabéns Dori!
Sempre gostei muito desse jogo, sempre ficava empolgado mostrando os detalhes do jogo (como o de arrumar emprego, a cabine de fotos), nunca ouvi ninguém falar mal dele, mas nem todos tinham a mesma empolgação que eu.
Com a internet, nós temos a oportunidade de ver outras pessoas que tem gostos em comum e a possibilidade de discutir o assunto mais a fundo.
Acho foda esse clima futurista do jogo e ver que há pessoas normais em alguns lugares, dá mais realismo. Não é aquele jogo que você só sai atirando em todo mundo, onde só existem inimigos na tela.
Para mim, uma das partes mais marcantes (fora a já citada de arrumar o emprego) é a parte onde o Ian ajuda o Conrad a recuperar a memória (acho que reimplanta a memória dele, pois pelo que entendi, ele faz backup dela antes). Essa parte é foda, pois tem lá uma cadeira, você chega perto é tá lá: "Seat", quando você senta, começa aquela música foda com aquele toque de baixo!
O que acho muito bom também, é que o jogo não tem música contínua, mas apenas músicas de evento, como as da primeira fase.
Que bom saber que existem mais admiradores deste jogo.
Agora um adendo, alguém já jogou um tal de Flashback Legends, fiquei sabendo da existência desse jogo, neste exato momento! É para Game Boy Advance (GBA), mas pelo pouco que vi no Youtube, não me agradou, parece que pegaram o Conrad do Flashback de Mega Drive / SNES e jogaram em cenário feito de forma totalmente diferente, o personagem não "casa" com o cenário, muito estranho!
http://www.youtube.com/watch?v=iBDP-zWQeiQ&NR...
Bem, pelo menos ainda tenho o meu cartucho original de Flashback para SNES, quando eu tiver uma TV de tubo, jogarei novamente. Mas acho que seria uma boa se lançassem numa dessas redes de consoles como a Live, PSN… desde que respeitassem a obra original.
Esse do GBA não chegou a ser lançado. Existe uma rom correndo pela internet, mas ela está inacabada.
A continuação do Flashback se chama Fade to Black e saiu para PC e PSOne, mas o jogo é em 3D e é muito, mas muito ruim. :$
[youtube B7kzKG4-kxI http://www.youtube.com/watch?v=B7kzKG4-kxI youtube]
Acho que você tem toda a razão. Os gráficos 2D parecem que não envelhecem.
Nossa! Há MUITO tempo atrás tinha visto o Fade To Black em revistas de games, me falaram que era uma continuação do Flashback, mas acabei nunca vendo o jogo. É triste mesmo ein!
Acho que o mal dos jogos 3D mais antigos é que, independente de serem bons ou ruins, os gráficos ficam muito, mas muito datados. O que torna difícil jogar de novo nos dias de hoje.
Vamos supor que o Flashback que tanto gostamos fosse em 3D, mas fosse muito bom, excelente. Será que eu e você conseguiríamos jogar hoje?
É por isso que eu também sou muito saudosista em relação a esses jogos 2D e também por isso eu nunca me desfiz do SNES e os cartuchos. Já se eu tivesse um PS One, com certeza não iria aguentar a maioria dos jogos, salvos os clássicos como um Einhander, por exemplo.
cara isso me deu vontade de jogar o jogo novamente…na verdade eu nunca terminei…vou recomeça-lo só pra fazer terminar o review que eu comecei…nuito bom esse texto e inspirador tb!
Poxa cara, vocês não sabem o quanto fico feliz ao escrever um texto falando sobre algum jogo das antigas e ele ser bem aceito, principalmente quando atiça a vontade do pessoal de jogar ele novamente.
Quem tem que agradecer aqui sou eu.
Esse daí é um dos jogos que mais gosto. É como você disse Dori, não importa quantas vezes você jogue e/ou finalize… ele sempre vai ser divertido e interessante de se jogar desde o começo.
E de fato é um game atemporal e de certa forma bastante de vanguarda. Não ei se lá fora já existiam reality shows no comecinho da década de 90 mas o game já tem aquele reality show de sobrevivência na torre e tal.
Teve até aquele post do Continue sobre qual jogo deveria ter entrado no livro dos 100 melhores games e essa foi minha indicação.
Uma pérola que sempre será relembrada!
Lembro como hoje quando joguei Flashback, pela primeira vez, um primo meu que tinha uma locadora tinha o game e me deu para jogar porque ninguem na locadora queria jogar ele, puts jogaço, cheguei em casa coloquei no mega drive, umas 11 da noite, quando vi era 5 da manha, e eu la pregado na tv, ate hoje jogo esse danado nos emuladores da vida. Um dos melhores sem duvida nenhuma. Quando eu li a noticia que iria ter um filme do jogo, ( Que o Dori pregou em 1 de abril ) eu queria acreditar. Quem sabe um dia. hehehhe.
Nossa!! Eu ja tinha jogado o Fade to Black quando tinha um PSOne (não sou um gamer muito velho) e tinha achado uma #@%$. Lembro que eu me achava um burro por não conseguir passar da primeira parte. heheh
[...] é mesmo de pura alegria, não ter terminado o jogo, mas por ter revivido este fantástico jogo e repito, ter percebido que bons jogos são mesmo [...]
tem pra pc?
http://www.abandonia.com/en/games/74
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