28
2011
A viagem e o macaco

Logo após comprar o Enlaved eu comecei a duvidar se havia sido mesmo uma boa aposta. A distribuidora revelou que o jogo não havia vendido bem e vi alguns comentários de pessoas dizendo que isso aconteceu porque o jogo deixava a desejar e que sua mecânica não era boa, com os saltos nas plataformas acontecendo de forma automática. Resolvi então começar o jogo e após concluí-lo, posso dizer seguramente que o investimento valeu cada centavo.
Não deixa de ser uma verdade que o jogo não é muito desafiante, mas acredito que só podermos saltar nos lugares corretos foi uma opção de design que visava tornar a experiência mais cinematográfica e prefiro isso a ter que me estressar com um personagem que não responde aos meus comandos, caindo em estupidamente sem nem ao menos tentar se segurar, ou seja, isso não me incomodou.
Mas por falar em experiência mais cinematográfica, durante todo o jogo a sensação que eles nos passa é de estarmos mesmo vendo um filme, e dos bons. Além de ter um enredo bem escrito e instigante, os personagens são carismáticos e a evolução no relacionamento da Trip e do Monkey é algo que poucas vezes vi em um jogo eletrônico. Some a isso ainda a ótima dublagem e animações e tudo contribui para tornar o jogo ainda melhor.
Há de se destacar no Enlaved também o excepcional trabalho feito pela equipe de arte. O jogo é simplesmente lindo e os cenários bastante coloridos mostram como pode haver beleza em um mundo pós-apocalíptico e a Ninja Theory merece todos os elogios por ter criado outra personagem muito bonita.
No geral, o game pode até ter algumas falhas, mas gostei bastante do que vi (e joguei) e recomendo a todos que estejam procurando uma boa aventura e principalmente, um título com uma história bem contada e repleto de passagens inesquecíveis.

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E antes que digam "mas ele não vendeu do mesmo jeito", o problema das baixas vendas dele foi outro – falta de senso da Namco Bandai de saber quando lançá-lo. Jogar uma nova franquia, com foco na narrativa, no meio de megalançamentos de IPs famosas (e com multijogador) em tempos de recessão foi uma burrice sem tamanho – mesmo os interessados em Enslaved acabaram indo comprar outras coisas primeiro. Mas ele vai vender ao longo do tempo, pode anotar.
Na prática, o jogo não é muito desafiador se você jogá-lo no modo Normal e sem se deter muito nos upgrades – é possível passar por boa parte dele só no esmagamento de botões. Vai demorar um pouco mais e você vai usar todos os power-ups e vials de health que encontrar, mas provavelmente vai conseguir. Ou seja, ele foi feito para que todos consigam chegar ao final.
Agora, só de focar os upgrades em uma coisa (eu pus tudo no combate com cajado) te abre uma série de opções que tornam o combate mais diversificado – e quando tu domina os golpes, fica fácil, mas pelo menos é por seu mérito. E sempre tem o modo Hard e a possibilidade de tentar coletar tudo. Vai tentar pra você ver que não é bolinho
E com relação ao Heavenly, joguei a Demo nesse findi e cara, que jogão. É um God of War com uma mulher, isso é ótimo. E já tá na minha listinha de próximas aquisições.
"tornar a experiência mais cinematográfica" – > Concordo! Tenho essa mesma opinião quanto aos QTEs de de CoD
Outro jogo muito bom, e que não teve o valor merecido foi o Vanquish. Loquei ele neste final de semana, e acabo de zerar. Realmente me impressionou. Os personagens são bem cativantes, e apesar da ligação do Sam com a Ivanova não ser tão marcante como a do Monkey e da Trip, a jogabiidade é melhor na minha opinião.
Dori, vc comprou o Vanquish, certo? O que vc achou agora que terminou o Enslaved?
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