Vida de Gamer

A vida como ela é (ou deveria ser)!

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Minha pequena façanha

Mesmo considerando os Achievements/Trophies uma das melhores invenções desta geração, não posso dizer que eu seja um verdadeiro viciado neles. Até hoje nunca consegui coletar todas as conquistas de um jogo, mas sempre que possível procuro fazer nos jogos alguma tarefa que me garanta alguns pontinhos/troféus para minha coleção.

Depois de muito batalhar consegui ultrapassar uma marca que há muito buscava: Alcançar os 10 mil pontos na minha conta da Live. Tudo bem que isso seria o equivalente a liberar todas as conquistas de apenas 10 jogos, que todos os títulos que joguei no Xbox 360 somados representam quase 50 mil pontos de conquistas e que na minha lista de amigos ecistem vários jogadores (Wagner, AyPyCy e Durfan) que passaram (e muito) dessa marca, mas como não ficar feliz ao chegar a tão emblemático número?

O Achievement que me fez romper a barreira dos 10 mil pontos foi o que conquistamos ao terminar o excepcional Bioshock, que por sinal me surpreendeu pela duração. Ao contrário da maioria dos FPSs, o jogo é bem extenso e o mais legal é que em nenhum momento ele se tornou maçante, pelo menos não para mim. Se você deseja um game com um ótimo enredo e jogabilidade, além de uma direção artística inacreditavelmente bonita, dê uma chance a criação de Ken Levine.

O Mario de papel

Dezenove horas! Esse foi o tempo que levei para conseguir chegar ao final do Super Paper Mario para o Nintendo Wii. Ao contrário do que eu pensava inicialmente, o jogo não é um RPG e sim um típico jogo de plataforma com elementos de Role Playing Game.

Ao longo de todo o jogo somos obrigados a solucionar alguns enigmas, utilizar itens para aumentar nossos poderes e aproveitar os diversos Pixls encontrados para prosseguir na aventura. Embora esses detalhes tornem a jogabilidade mais dinâmica, fiquei com a sensação de que tantos os itens quanto as criaturinhas que nos ajudam foram pouco utilizadas.

Durante o jogo também encontramos outros personagens que se tornam jogáveis, como a Princesa Peach e o Luigi, o interessante é que cada um deles possui uma habilidade específica como pular mais alto, mas o destaque fica mesmo com o Mario e seu poder de transformar a visão de 2D para 3D, algo parecido com o que foi feito neste mod do Doom.

Um detalhe muito legal é a capacidade do jogo de fazer piada sobre quase tudo, com destaque para a comprovação de que muitos de nós somos mesmo nerds ou com a fase The Underwhere, lugar para onde vão os personagens quando é dado um Game Over.

Um jogo altamente recomendado e que trouxe um pouco de inovação para a franquia, com quebra-cabeças interessantes, um estilo visual belíssimo e muitas horas de diversão, só peca mesmo pela baixa dificuldade.

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Primeira parte da saga do Deus da Guerra

Eu joguei o primeiro God of War na época do seu lançamento, lá em 2005. Tenho que admitir que daquela ocasião para cá, não toquei mais no jogo e muito do que ele me proporcionou acabou sendo apagado de minha memória pelo tempo.

Não me lembrava de muitos detalhes de seu ótimo enredo, da forma como Kratos foi manipulado, traído e subestimado, motivos que tornam muitas de suas atitudes, até certo ponto… aceitáveis.

Também não lembrava de sua espetacular trilha sonora e como seus gráficos, mesmo hoje em dia, são tão imersivos e bonitos, se é que há beleza na morte, carnificina e sanguinolência espalhada por todos os cantos que olhamos.

Porém, felizmente eu consegui relembrar tudo isso, graças a Sony e a recomendadíssima coleção do Deus da Guerra. Agora é me preparar para começar o segundo jogo do disco.

Nathan Drake, um aventureiro como poucos

Fim de papo. Após exatas 12 horas, cheguei ao final do Uncharted 2. Depois de viver situações memoráveis controlando o protagonista, fica muito difícil encontrar palavras para descrever quão grandioso o game é.

Desde a impecável dublagem dos personagens, até os cenários lindos, passando pela jogabilidade refinada e diálogos bem humorados, Uncharted 2 é um daqueles jogos para nos orgulharmos de ter na prateleira, para colocar no videogame quando aquele seu primo chato diz que eles “são coisa coisa de criança.”

O que gostei mais no jogo é que em nenhum momento eu me senti entediado, ou torcendo para que o game acabasse logo, pelo contrário. Neste exato momento eu estou até sem muita vontade de jogar outra coisa, sentindo uma certa tristeza por não poder me surpreender com mais nenhuma situação inesperada proposta pelo game da Naughty Dog e no final das contas, mais do que notas ou opiniões alheias, não é isso que faz com que consideremos bom um filme, um livro ou um jogo?

Um pato aventureiro

Eu não resisti. Mal chegou aqui em casa e já aproveitei algumas horas da tarde de sábado para jogar e terminar o ótimo jogo Quackshot do Mega Drive.

Fazia muito tempo que eu estava querendo jogar ele novamente e mesmo 18 anos após seu lançamento, pude comprovar que o game se mantém extremamente divertido. Se já não bastasse os lindos gráficos, a marcante trilha sonora e a jogabilidade na medida, o que mais impressiona, na minha opinião, é o fato de termos que revisitar alguns estágios para obter alguns itens essenciais ao desenrolar da aventura, sem dúvida algo inveja para um jogo da época.

Também gosto muito da temática do jogo, colocando o ranzinza Donald no papel de um caçador de tesouros, inclusive fazendo diversas menções a um dos maiores personagens do cinema, o arqueólogo Indiana Jones. Por falar nisso, duas passagens do jogo são memoráveis: A parte onde temos que acertar uma sequência de símbolos no chão para não morrermos esmagados e outra onde temos que pular sobre pedras invisíveis para não cair em um precipício. Memorável!

Resumindo, se você nunca jogou o Quackshot, recomendo fortemente, se já o fez na época do Mega Drive, vá por mim, vale muito a pena jogar novamente.

Sonic o Ouriço

Quando eu investi algumas dezenas de Reais no meu Mega Drive, algumas pessoas não entenderam, me questionaram o porque comprar um videogame “velho” sendo que possuo vários consoles de última geração. Tentar explicar para essas pessoas a felicidade em ser um retrogamer não é fácil e desconfio não ter conseguindo realizar tal tarefa, mas se elas estivessem aqui em casa ontem, talvez tiriam percebido como me sentia ao jogar, do início ao fim, um dos maiores clássicos da indústria, o primeiro Sonic The Hedgehog.

Durante os minutos que levei para terminar o jogo, quem estivesse ao meu lado perceberia a alegria estampada no leve sorriso no canto de minha boca ao relembrar as coloridas fases do jogo, ao cantarolar as memoráveis músicas ou me desesperar a procura de bolhas de ar em Labyrinth Zone.

No final, consegui reviver alguns bons momentos da infância e matar a saudade de como é jogar um bom game do porco-espinho. Só não consigo me lembrar o que acontecia quando recuperávamos todas as Chaos Emerald. Consegui recuperar apenas 5 delas.

Agora é me preparar para terminar o segundo, comprar o terceiro e o Sonic & Knucles. E os chatos de plantão que vivem em função de gráficos em alta definição que me perdoem, mas jogos antigos são muito legais :)

Game over, Prince

E lá se vai mais um. Depois de algumas boas horas de diversão, cheguei ao final do PoP: The Two Thrones. Gostei bastante do jogo, bons gráficos, boa trilha sonora e ótima jogabildade, contudo, alguns detalhes não me agradaram.

Minha primeira reclamação recai sobre a dificuldade. Com exceção do último chefe, passei por todo o game sem muitos percalços. O segundo problema na minha opinião é a quase que total ausência de puzzles. O jogo todo praticamente se resume a pular, escalar, andar pela parede e matar inimigos.

O curioso é que mesmo assim gostei do jogo, não chega a ser um título indispensável, mas também está bem longe de ser horrível. Para sentar e se divertir como um bom filme pipoca, recomendo o game.

Abaixo coloquei uma arte conceitual do momento mais interessante do jogo na minha opinião: o primeiro chefe. O monstro possui um dos mais bacanas designs que vi ultimamente e é quase impossível não sentir repulsa por ele.

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