Os Cavaleiros do Zodíaco – A Lenda do Santuário

No dia 11 de setembro foi lançado nos cinemas brasileiros o filme Os Cavaleiros do Zodíaco – A lenda do Santuário, produzido por nada mais, nada mesmo que Masami Kurumada (criador do desenho original). Sabendo disso, o que esperar? Um ÓTIMO filme, certo? Hmm… Infelizmente não foi essa a realidade. OK, sendo justo, se você nunca viu CDZ na vida e não esperava nada do filme, você provavelmente irá gostar. Por que isso?

A proposta do filme é completamente nova, as armaduras dos cavaleiros foram todas redesenhadas, algumas características modificadas. Isso é comum em todo filme de Anime/Jogo/Série, etc. Mas existem aqueles detalhes, por menores que sejam que para o FÃ são imperdoáveis, não podem ser mudados. Nesse caso, houveram tantas, mas tantas mudanças que simplesmente não é possível aproveitar o que o filme tem de bom.

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[Spoiler Alert] Lei básica do Santuário: “Uma mulher não pode se tornar um cavaleiro, se a mesma o fizer ela deve cobrir seu rosto e em hipótese algum revelá-lo, caso seu rosto seja visto por um cavaleiro ela deve se casar com o cavaleiro que o viu ou mata-lo”. Por algum motivo o cavaleiro de Escorpião Milo virou mulher, OK! Se deixarmos isso passar, já que “não” é uma mudança significativa, o fato dela não só não usar uma mascará e mostrar seu rosto o filme inteiro para todos os cavaleiros é imperdoável, Kurumada quebrou as próprias regras. [Spoiler Alert]

Outros exemplos mais inocentes também podem ser citados: é marca registrada do CDZ explicar sobre e falar o nome do golpe toda vez que é usado. Por mas banal que isso pareça, a ausência disso mudou totalmente a experiência. O fato do filme ter uma hora e meia afeta ainda mais a historia e com isso cenas e falas importantes foram retiradas, dessa forma falta fluidez e as vezes sentido nas cenas. Outro detalhe que é importante lembrar é que o poder dos cavaleiros de ouro foi muito reduzido.

[Spoiler Alert] Próximo ao final do filme, todos os cavaleiros se juntam para derrotar uma estátua gigante, se fosse os cavaleiros de verdade bastaria o polegar de qualquer um para destruí-la. Sem falar que se estavam todos juntos, por que não fizeram a exclamação de Athena? [Spoiler Alert]

A qualidade da animação gráfica permitiria que esse filme se torna-se referência em animações de Animes, os sucessores teriam que se basear ou superá-lo, mas infelizmente a história, falta de fluidez e adaptações tiram o valor da animação. Outro detalhe para o fã é a falta da música Pegasus Fantasy em qualquer parte que seja do filme.

Percebe-se que o filme foi feito com a intenção de atrair uma nova geração de fãs, mas com isso se esqueceram dos antigos e estragaram uma obra que marcou a infância da maioria dos que foram assistir.

Você já viu o filme? O que achou? Comente!

Post Author: Artur Bueno

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  • Rodolfo

    No anime a Exclamação de Atena é usada somente duas vezes, na saga de Hades Santuário e na saga de Pallas, e nas duas vezes eles enfatizam que o golpe é proibido e um recurso para horas extremas. Talvez por isso não foi utilizado no filme.

  • Nee-san

    Artur, seu gatinho! =*** Haushauhsa

    • Artur Bueno

      UHAuHAuHA!! Obrigado Nee-San!

  • Rodrigo

    O filme tem um visual espetacular e… só.

    Assino embaixo de tudo o que você falou, fora ainda que o santuário agora é Asgard, o Máscara da Morte é um cantor do Restart e o Afrodite tem uma super participação de 2 segundos.

    Este filme deveria ter 3 horas de duração e ter seguido fielmente o anime, se fosse assim, seria um dos melhores, senão o melhor filme de animação já feito.

    Infelizmente este filme foi feito para os fãs de CDZ Omega.

  • Review digna do filme, muito visual pra pouco enredo.