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dez
20
2010

Sob chuva forte

Eu tinha um certo receio de não gostar do Heavy Rain. Como havia criado, mesmo que inconscientemente, uma grande expectativa em relação ao jogo,  mas agora, após chegar ao seu final, posso dizer que se realmente se trata de um belíssimo jogo eletrônico.

Desde as primeira informações isso parecia óbvio, mas o grande mérito do jogo está mesmo no seu enredo. Prendendo a atenção desde o início com bastante suspense e uma carga dramática poucas vezes vista em um videogame, o trabalho da Quantic Dream neste aspecto é exemplar. É verdade que algumas pontas do roteiro ficaram soltas e que certas partes parecem ter sido encaixadas apenas para nos deixar na dúvida sobre quem é o assassino, mas no geral a forma como a história é contada é muito boa.

Outro ponto que merece elogios é a representação digital dos autores, com destaque para a animação facial. Reproduzir rostos digitalmente sempre foi um grande desafio e embora ainda não tenha sido no Heavy Rain que tenhamos alcançado a perfeição, os personagens são bastante convincentes, com exceção de uma outra escorregadinha. O resultado é ainda mais impressionante quando assistimos o making-of (que está no final desse post) e notamos como os atores foram fielmente retratados.

O único defeito do game para mim está na sua jogabilidade. Apesar dos QTE serem bastante divertidos na maioria do tempo e se encaixarem bem no contexto, algumas situações parecem um pouco forçadas, como quando precisamos desligar a moto ou pisar no acelerador dos veículos. Porém, o que me deixou muito, mas muito incomodado foi a forma como fazemos os personagens andar, tendo que ficar segurando o botão R2 e como é traumático fazê-los virar, o que me fez lembrar da terrível jogabilidade dos primeiros Resident Evils.

Mas no fim, o que vale é a experiência como um todo e mesmo com um defeitinho aqui ou outro ali, Heavy Rain é um jogaço, daqueles que ficam na cabeça por muito tempo.

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Sobre o autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

8 Comments + Add Comment

  • Eu achei esse jogo fantástico. A cena onde você corta seu dedo é uma das mais espetaculares que eu já vi em um videogame.
    • Realmente, de uma tensão ímpar o.0
  • Dori, você precisa jogar novamente. mas usando o MOVE.
    Cara é o jogo onde o MOVE se encaixa melhor… fica muito mais diverttido :D
    • Fiquei mesmo com essa sensação, mas agora só quando tiver grana pra comprar o Move, o que não deve acontecer tão cedo :(
    • Concordo plenamente!
      A sensação de bater na porta pela primeira vez usando o Move é muito legal!! Ah, e de brinde, para andar é só mexer o analógico do outro controle (Navigational ou DS3) – sem mais a chatisse do R2…
  • Concordo exatamente com você, temos a mesmíssima opinião. Eu também achei o jogo fantástico, mas também achei-o horrível na jogabilidade, exatamente no andar e no virar do personagem.
  • E aí Dori, já pegou o MOVE ?
    • Pior que não. Agora a grana tá curta e ainda não me interessei muito por ele =/

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