A vida como ela é (ou deveria ser)!
15 jul

No domingo passado eu cheguei ao final do ótimo Mirror’s Edge. O jogo realmente não é muito longo, mas não conseguirei reclamar desse detalhe. O importante é que, do início ao fim, me diverti bastante correndo, pulando, escalando e lutando contra os azuis e agora posso dizer que o game é mesmo um dos mais inovadores do ano passado.
Mas neste texto eu quero falar um pouco sobre Faith, a protagonista da aventura. A moça é, na minha opinião, uma da melhores personagens que surgiram nos jogos eletrônicos nos últimos tempos. Bonita, inteligente e principalmente, repleta de atitude. Achei fantástico passar por todo o jogo e não ver os criadores apelando para sensualidade ou mostrando uma mulher frágil.
Faith possui conteúdo, consegue resolver as situações mais adversas das melhores maneiras possíveis e fazendo com que todo o jogo pareça, na verdade, um filme e dos bons. É verdade que o enredo prende a atenção do jogador, assim como as perseguições de tirar o fôlego, mas no final das contas, o que dá um toque todo especial à trama é a protagonista
Acredito que os videogames estavam precisando de uma heroína como Faith.
6 jul

É, a espera valeu a pena. Mesmo tendo demorado para comprar o Mirror’s Edge, tenho que dizer que a cada fase concluída a minha impressão sobre o jogo aumenta exponencialmente. Até agora não tenho muitas reclamações a fazer, a produção do game deveria servir de modelo para outros títulos. Boa trilha sonora, dublagens excelentes, um enredo interessante, gráficos lindos e uma direção artística das mais belas dessa geração. O que chama a atenção também é o design dos estágios, a maioria com caminhos muito bem bolados, capazes de deixar o jogador sem fôlego em certas sequências.
Mesmo assim, é quando assumimos o controle de Faith que Mirror’s Edge brilha. Sua jogabilidade faz com que realmente nos sentimos na pela da protagonista e o game pode ser considerada a experiência mais realista já feita em primeira pessoa. É praticamente não ficarmos tonto ao chegar na beirada de um arranha-céu ou não se sentir um pouco perdido após um cambalhota, então fica a dica, se você tem medo de altura, mantenha-se afastado de Mirror’s Edge.
Após esse curto período de tempo que dediquei ao jogo, acho que posso dizer que se o Portal inaugurou o gênero puzzle-em-primeira-pessoa, Mirror’s Edge deveria ser considerado o pai dos jogos de plataforma-em-primeira-pessoa. Sei que seria uma mudança muito drástica para a série, mas seria interessante ver um Prince of Persia neste estilo.
Bem que no segundo os produtores poderiam colocar alguns estágios sob chuva e/ou a noite. Agora com licença que vou lá jogar mais um pouco.
20 jun
Manter uma coleção de jogos é algo complicado, além dos preços pouco convidativos, a oferta de títulos é muito grande, o que nos obriga muitas vezes a postergar a compra de alguns jogos. Por muito tempo eu desejei adquirir um RPG até certo ponto relegado pela maioria mas nesse mês não resisti e chegou aqui em casa nessa semana o meu tão aguardado Rogue Galaxy.
Detentor de um dos mais belos gráficos em cel shading já criados, o game conta a história do garoto Jester Rogue, um aventureiro que sonha se tornar um pirata espacial. Eu cheguei a jogar um pouco do game no meu antigo PS2, mas o pouco que vi me agradou muito e logo ele entrou na minha listinha de aquisições. O problema agora é o mesmo de sempre: arrumar tempo para jogar mais um game longo
Aproveitei também para arrematar um Mirror’s Edge do PS3, game que mesmo tendo recebido algumas críticas por ser curto, me deixou muito impressionado quando joguei o seu demo. A jogabilidade é algo de dar inveja e a imersão proporcionada pela criação da Dice é algo poucas vezes visto.
Por fim, para mim é muito difícil explicar a alegria que sinto ao conseguir comprar um jogo que muito queria e mesmo sabendo que talvez não poderei começar a jogá-lo tão cedo, já me dou por satisfeito de ver a caixinha na estante e saber que quando senti vontade/sobrar tempo, não precisarei esperar. Sem falar que os dois me custaram pouco, não vou citar valores, mas posso dizer que não gastei nem uma centena de reais