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Posted by on jun 3, 2012 in Análises, PS3 | 2 comments

Vanquish e a sua ação desenfreada

Aquele era um dia comum em São Francisco, com as pessoas realizando suas tarefas corriqueiras e o Sol brilhando intensamente por entre as nuvens, até que de repente uma luz rasga o céu e ao tocar o solo, uma enorme explosão mata grande parte da população de uma das principais cidades dos Estados Unidos.

Teria sido aquilo um ataque alienígena? Não. Embora o disparo tenha vindo do espaço, foram humanos que o ordenaram, mais precisamente um grupo ultranacionalista que após um golpe de estado passou a controlar a Rússia e sabe o que é o pior? A arma utilizada pertencia aos próprios americanos.

É assim que começa Vanquish, título para XBox 360 e Playstation 3 onde controlamos Sam Gideon, um pesquisador da DARPA que tem a seu favor uma espécie de armadura chamada Augmented Reaction Suit, que além de lhe permitir contato com o centro de comando, possui um sistema de propulsão que garante ao usuário uma extrema agilidade.

Pois é em torno da ARS que gira grande parte da jogabilidade. A princípio o game pode parecer apenas uma mera cópia de outros jogos de tiro em terceira pessoa, como a série Gears of War, porém, tudo acontece de forma tão frenética no Vanquish que é fácil perceber sua inidentidade própria.

É claro que aqui também temos a possibilidade de segurarmos um botão para que a câmera se aproxime do ombro do protagonista e facilite a mira ou ainda podemos nos esconder atrás de muretas e paredes (que na maioria das vezes são destrutíveis) para fugir dos tiros inimigos, no entanto, a habilidade de deslizarmos pelos cenários graças a estilosa armadura é algo fantástico e que praticamente garante que não ficaremos parados num mesmo lugar por muito tempo.

Além disso, sempre que sofremos muitos danos a ARS nos coloca em um modo de realidade aumentada, onde a velocidade da ação a nossa volta é bastante reduzida e nos permitindo assim escapar da morte com mais facilidade.

Essa jogabilidade frenética é sem a menor sombra de dúvida o ponto alto do Vanquish e por diversas vezes eu me senti jogando uma versão moderna dos antigos jogos de fliperama, onde o que importava eram reflexos rápidos e tentar chegar vivo até o final dos estágios, só para enfrentar um chefe desafiador e o processo recomeçar.

Robôs, guerra no espaço e uma chuva de balas

É bem verdade que com exceção do trecho final, onde algumas reviravoltas no roteiro acontecem, o enredo não é muito profundo, mesmo sendo interessante, mas outro ponto que chama a atenção na criação de  Shinji Mikami são os gráficos proporcionados por uma engine proprietária da Platinum Games e neste sentido a ambientação merece destaque.

A arma citada no início desta análise é uma estação espacial de forma cilíndrica chamada Providence e que foi criada pelos americanos para captar luz solar e transformá-la em energia para os habitantes da Terra. O que os russos fizeram foi concentrar essa energia em um feixe, transformando-o em uma arma de destruição em massa e toda a aventura acontecerá lá.

Apesar disso sugerir que só veremos construções metálicas durante horas, o lugar é tão grande que se parece uma cidade, possuindo lagos, florestas e claro, inúmeros prédios para abrigar seus milhões de habitantes. A estação foi tão bem construída pela equipe responsável pelo jogo que sempre encontraremos um lugar que nos deixará de boca aberta.

Vanquish é um jogo que pode ser terminado em cerca de 7 horas, mas a sua ação é tão intensa que a campanha parece durar muito mais, sempre nos proporcionando situações inesquecíveis e trechos bastante desafiadores. Talvez eu corra o risco de parecer um pouco exagerado, mas para mim este já é um dos melhores jogos desta geração, não por apresentar mecânicas revolucionárias ou uma história muito envolvente, mas simplesmente por ter uma das jogabilidades mais divertidas dos últimos anos.

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